
Monografia sobre a preservação da paisagem da cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco, ganhou a 1ª edição da premiação organizada pela Fundação João Goulart
A monografia “Entre a montanha e o mar: considerações sobre o título de Patrimônio Mundial concedido pela Unesco à paisagem do Rio de Janeiro”, de Luiza Waldmann Brasil Matias, da Universidade Federal Fluminense, foi a vencedora entre os três trabalhos finalistas do 1º Prêmio Bora Falar do Rio, organizado pela Fundação João Goulart, da Prefeitura do Rio. A secretária municipal de Fazenda e Planejamento, Andrea Senko e a presidente da Fundação João Goulart, Rafaela Bastos, participaram da cerimônia de premiação nesta quarta-feira (17/08), no Palácio da Cidade. O prêmio tem o objetivo de estimular, reconhecer e dar visibilidade aos autores de estudos sobre áreas estratégicas da gestão pública que contribuem para o desenvolvimento da cidade.
As três monografias vencedoras receberam bolsas em cursos do Insper, Instituto de Ensino e Pesquisa, parceiro da Fundação neste evento. O Coordenador Executivo do Centro de Gestão e Políticas Públicas do Insper, André Marques, esteve presente no evento e participou da entrega dos prêmios às vencedoras.
Segundo a secretária de Fazenda e Planejamento, Andrea Senko, esta iniciativa incentiva os pesquisadores, que têm a oportunidade de aplicar o seu trabalho. “Nós, do poder público, podemos trazer o aprofundamento de temas que no dia a dia não conseguimos fazer. Quero aproveitar e lançar o desafio de se incentivar o debate também na área de finanças públicas de estados e municípios. É raro ver trabalhos e projetos debatendo finanças públicas nestas esferas de governo”.
Em segundo lugar ficou a monografia “A atuação da Guarda Municipal de Niterói na pandemia”, de Julia Burton Furtado, da Universidade Federal Fluminense, e, em terceiro, “A reconfiguração socioambiental da Ilha do Governador – O caso do aeroporto internacional Antônio Carlos Jobim (RJ)”, de Christiane de Araújo, da PUC-Rio.
Participaram do concurso monografias de graduação sobre a gestão pública carioca realizadas e aprovadas entre os anos de 2016 e 2022. Uma das motivações dessa iniciativa é a aproximação com instituições acadêmicas para a promoção de trocas e aprendizados entre as partes. Além disso, o prêmio valoriza e estimula a produção científica que possa colaborar com a cidade.
– Considero esse tema muito importante porque impacta a gestão federal, estadual e municipal, e tem que ser bastante estudado e debatido. A gestão da paisagem e do território pode ser uma ferramenta para promover o bem-estar e a sustentabilidade, além de reforçar a identidade local – disse Luiza Waldmann, de 25 anos, autora da monografia vencedora do 1º Prêmio Bora Falar do Rio.
Durante o processo seletivo, a Fundação João Goulart focou no nível estratégico da gestão pública, buscando contribuições e insights da produção acadêmica de temas pertinentes à administração pública da cidade do Rio.
– O Prêmio Bora Falar do Rio é uma iniciativa muito importante porque reconhece relevantes pesquisas para a gestão pública carioca. E difundi-las entre os gestores públicos municipais é fundamental. É uma premiação de reconhecimento, mas também um fomento para que mais estudantes se interessem em refletir sobre a cidade do Rio e a nossa metrópole – explicou a presidente da Fundação João Goulart, Rafaela Bastos.
Premiação inclui bolsas de estudo e convite para publicação
Além dos cursos do Insper, as vencedoras também receberam convite para publicação do resumo expandido na Revista Carioca de Gestão Pública “Cidade iNova” e dos trabalhos completos no site “RepertóRio”. As monografias inscritas tinham que apresentar, obrigatoriamente, enfoque contemporâneo e aplicabilidade para a capital fluminense. As avaliações foram divididas em fases. As comissões avaliadoras tiveram representantes do Instituto Fundação João Goulart, Líderes Cariocas da Prefeitura do Rio de Janeiro, conselheiros da cidade e outros especialistas com notório saber.
Temas das monografias
– “Entre a montanha e o mar: considerações sobre o título de Patrimônio Mundial concedido pela Unesco à paisagem do Rio de Janeiro” aprofunda o debate sobre a salvaguarda da paisagem da cidade, reconhecida como Patrimônio Mundial pela Unesco em 2012. Também investiga os caminhos possíveis para a manutenção da paisagem, que deve ser levada em conta no planejamento e na gestão do território.
– “A atuação da Guarda Municipal de Niterói na pandemia” reflete sobre a importância das instituições encarregadas do controle social em âmbito municipal em diversas cidades brasileiras, apresentando estudos e pesquisas sobre o trabalho dos agentes que podem contribuir também para a atuação da GM-Rio.
– “A reconfiguração socioambiental da Ilha do Governador – O caso do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (RJ)” analisa, através do estudo dos processos de construção, ampliação e concessão do local, como o modelo de gestão socioambiental adotado contribui para a configuração da paisagem da Zona Norte. E, no contexto da devolução da atual concessionária e na licitação para nova empresa, ajuda a compreender o impacto no entorno para melhor gestão do aeroporto.
Fotos: Alexandre Macieira /Prefeitura do Rio